“60 quilos mais leve”: como Rute Pinto mudou a sua vida

“60 quilos mais leve”: como Rute Pinto mudou a sua vida

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Rute Pinto padecia de um problema que atinge uma grande parte da sociedade ocidental: a obesidade. O excesso de peso (mais de 110 quilos), para além dos constrangimentos psicológicos, desencadeou problemas físicos graves, que poderiam ter comprometido a vida desta jovem, atualmente com 34 anos. Depois de algumas tentativas falhadas para perder peso, Rute ganhou força e determinação e perdeu 60 quilos. Agora, quer partilhar a sua história com o público para ajudar outras pessoas a ganharem autoestima e saúde. Para isso, publicou o livro intitulado “60 quilos mais leve”, que será apresentado no sábado, dia 1 de setembro, no Espaço AJE, pelas 21:30.
Conheça melhor a história da Rute nesta curta entrevista.

YES: Quando é que a obesidade começou a ser para si um problema?
Rute Pinto (RP):  Quando já não suportava as dores constantes nas costas. Quando senti dores e perdi a autoestima. São causas mais que identificáveis, quer física como psicologicamente, que afetam o dia a dia.

YES: Que constrangimentos lhe causava o excesso de peso no seu dia a dia?
RP: Muitos constrangimentos, como falta de vontade de sair, de me arranjar, de ir a uma loja de roupa e ter dificuldade em encontrar o meu tamanho, de sair à rua e pensar no que a sociedade podia pensar acerca da minha pessoa, e tantas outras coisas, porque, quando perdemos a nossa autoestima, perdemos tudo.

YES: Empreendeu tentativas de perda de peso fracassadas? Se sim, trouxeram-lhe desmotivação?
RP: Sim, muitas tentativas de perda de peso, que me trouxeram desmotivação, como a toma de medicamentos e outros tipos de dieta que, por vezes, de início, até resultavam, mas por pouco tempo. Basicamente, passados uns meses, voltava ao mesmo peso ou até mesmo ao aumento.

YES: O que contribuiu para a determinação em perder peso?
RP: Foi quando, numa tarde de agosto, em 2013, numa consulta com o médico de família, um RX feito a pedido dele, devido às minhas queixas, determinou que tinha a coluna danificada nos elos 2 e 3. Se não perdesse peso, chegaria aos 40 anos e ficaria numa cadeira de rodas. Tinha eu na altura perto de 29 anos de idade.

YES: Como conseguiu atingir este resultado? Que sacrifícios implicou?
RC: Quando decidi procurar uma nutricionista e seguir ao pormenor todos os planos alimentares que ela me indicou.
Implicou a retirada de todos os hidratos de carbono, gorduras, fritos, molhos, etc. E, sem dúvida, aprender a comer saudavelmente: basear-me na fruta, legumes, saladas, carnes brancas, peixe, beber muita água (pelo menos 1.5l diários), assim como fazer umas 6 ou 7 refeições ao dia.

YES: Qual a reação das pessoas mais próximas à mudança no aspeto físico?
RP: As reações das pessoas mais próximas foram sempre de apoio para eu nunca desistir, porque os resultados começaram a ser visíveis, e eu estava a ficar uma nova mulher, a ter outra qualidade de vida.

YES: Quais os principais objetivos da escrita do livro? A quem se destina?

RP: Os principais objetivos da escrita do livro foram: passar todo o meu testemunho, quer em planos alimentares, como alguns tipos de exercícios que pratico todos os dias. É um exemplo de luta e força de vontade, de que tudo é possível sem grandes custos financeiros, porque, quando se quer muito uma coisa, tudo se torna mais fácil.
Este livro destina-se a  todas as pessoas que estejam na mesma situação que eu estive, que era a obesidade mórbida, assim como pessoas com colesterol, diabéticos, hipertensos, aqueles que não têm hábitos de prática do  exercício físico e para todos os que perderam um pouco da sua autoestima.

YES: Que conselhos deixaria às pessoas que querem perder peso?
R- Que não tenham vergonha de pedir ajuda junto dos profissionais da área, que nunca digam que não conseguem porque não têm tempo para a prática de exercício físico, porque essa não é a verdadeira realidade. Quando se quer muito, tudo é possível, até porque, se hoje estamos mais em baixo, amanhã com toda a certeza estamos melhores. Por tudo isto, só tenho a dizer que nunca é tarde, porque tudo funciona e dá certo quando a força vem de dentro de nós, até porque, se não formos nós a fazê-lo, ninguém o fará por nós.

 

Nota do jornal

Por lapso o nome da entrevistada na versão do jornal em papel está errado no título e na introdução. Em vez de Rute Cunha é Rute Pinto. Pelo facto, pedimos desculpa