O Dia da Liberdade foi comemorado em Lousada ao longo do dia de quarta-feira. O Hino Nacional, interpretado pela Banda Musical de Lousada, em frente ao edifício dos Paços do Concelho abriu as cerimónias logo pela manhã. Os presentes seguiram depois para a Avenida dos Combatentes, onde os lousadenses que estiveram em combate na I Guerra Mundial foram homenageados, com uma placa comemorativa, que assinala também o centenário do fim desse conflito bélico.

O Presidente da Câmara, Pedro Machado, no seu breve discurso, enalteceu os heróis da I Guerra: “Como sabem, celebramos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Portugal não participou na segunda, mas participou na primeira e houve cidadãos lousadenses que participaram nessa Primeira Guerra.
Foram convocados para uma luta em relação à qual, provavelmente, não compreendiam o porquê de terem sido convocados, mas o certo é que tiveram que ir. Alguns deles tombaram mesmo nessa guerra”. O autarca lembrou as homenagens do passado, nomeadamente o nome da avenida, Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que, por vezes passa despercebido aos mais jovens, que “normalmente nem refletem no porquê do nome. E nós não queremos que seja apenas mais um nome”.
O centenário do fim da Primeira Guerra foi o pretexto para a concretização de mais um “ato de inteira justiça”, uma iniciativa que, “apesar de singela, faz todo o sentido”, disse Pedro Machado. O ato foi complementado com a edição de uma brochura, onde constam os cidadãos lousadenses que participaram na Guerra: “ Fizemos o trabalho de pesquisa, para conseguirmos identificar todos esses nossos concidadãos que fizeram parte dessa guerra e, por isso, editamos essa pequena brochura, para fazermos com que se perpetue essa data tão importante para todos nós”, concluiu.

Para a lousadense Maria José Meireles, faltou a presença dos lousadenses neste dia tão importante, uma vez que houve muitos soldados de Lousada que participaram na Primeira Grande Guerra. Sobre a iniciativa da autarquia, considerou-a um importante gesto, ao reconhecer o trabalho e sacrifício daqueles que estiveram em combate e ao perpetuar a memória dos muitos que morreram. “Foi um ato muito bonito”, afirmou.
A cerimónia contou ainda com uma breve recriação histórica alusiva à época, com equipamentos de guerra, aves de rapina e um acampamento militar, montados em frente as piscinas municipais, o que atraiu olhares curiosos de crianças e adultos.
Filipa Sousa, estudante, de 16 anos, disse gostar de saber mais sobre os acontecimentos do passado e considerou importante esse tipo de iniciativas, com demonstrações, pois aprende-se melhor a História.
As comemorações encerraram no parque urbano, que recebeu, como habitual, o Festival Concelhio de Folclore, com a apresentação dos ranchos das várias freguesias.








