“Acham-se donos da quinta, proprietários há quase 30 anos”

“Acham-se donos da quinta, proprietários há quase 30 anos”

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NOTA DE IMPRENSA DA COLIGAÇÃO LOUSADA VIVA

Leonel Vieira denuncia aproveitamento socialista: “Acham-se donos da quinta, proprietários há quase 30 anos” Na última reunião do executivo da Câmara Municipal de Lousada, Leonel Vieira denunciou várias situações que fazem com que, em Lousada, o combate político seja muito desigual. “Alguns dirigentes do Partido Socialista usam e abusam do poder enquanto líderes da Câmara Municipal para atingirem os seus objetivos políticos e pessoais”, começou por dizer.

O vereador e atual candidato da Coligação Lousada Viva começou por se referir ao “recrutamento de candidatos para integrarem as listas do PS às Juntas de Freguesia”, que caracterizou como vergonhoso, visto o mesmo assenta em “promessas de subir na hierarquia do Município enquanto funcionários, promessas de legalização de obras ilegais e outras”, disse, acrescentando que muitos aceitaram “com medo de represálias, principalmente aqueles que são proprietários de edifícios construídos ilegalmente”.

Para além disso, Leonel Vieira referiu-se à “utilização de meios e de eventos do Município para campanha eleitoral a favor de Pedro Machado e do Partido Socialista”, que “está a ultrapassar todos os limites da razoabilidade”. E avançou com números, que considera um exagero: desde junho foram gastos “mais de trezentos mil euros em festas e eventos desportivos e outros para que Pedro Machado possa aparecer publicamente no palco e na comunicação social local, regional e nacional, incluindo televisões.

Ou seja, na prática, é a Câmara Municipal que está a pagar indiretamente a campanha eleitoral de Pedro Machado e do Partido Socialista, melhor, é a Câmara que paga com o dinheiro dos Lousadenses”. Leonel Vieira salientou ainda que os funcionários do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Lousada são “os mesmos que fazem a cobertura fotográfica e filmagens da campanha eleitoral do Partido Socialista e de Pedro Machado”, considerando este facto eticamente reprovável. Tal aconteceu aconteceu, por exemplo, no dia 23 de julho, na Casa de Vila Verde, em Caíde de Rei.

O número de obras que estão, neste momento, em marcha no concelho também foi alvo de reparos: “Não posso deixar de lamentar a forma descoordenada, sem planeamento e à pressa como estão a decorrer muitas das obras na rede viária que atualmente estão em curso no concelho. Querem, à pressa, fazer em menos de 6 meses aquilo que não foram capazes de planear e executar em 3 anos e meio”, afirmou. Relativamente às Juntas de Freguesia, acusou o Presidente da Câmara e o Prof. José Santalha, “que é quem realmente manda, de tudo terem feito para que os presidentes de Junta eleitos pela Coligação Lousada Viva não executem obras, principalmente durante o último ano deste mandato, negando-lhes materiais, máquinas e funcionários do Município”.

Finalmente, o líder da Coligação falou dos cabazes, cuja distribuição já começou “indiscriminadamente, cabazes pagos pela Câmara Municipal, com o dinheiro de todos nós”, lembrou. “Eu sei que muitos dirigentes e autarcas do partido socialista têm um sentimento de pertença muito forte relativamente à Câmara Municipal de Lousada. Acham-se donos da quinta, proprietários há quase 30 anos”, concluiu.

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